HORA CERTA

domingo, 10 de maio de 2015

Câmara rejeita propostas de alterações e conclui votação de MP que restringe seguro-desemprego

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou todos os destaques (sugestões de alteração) à Medida Provisória 665, que restringe o seguro-desemprego, e concluiu a votação da matéria. O texto segue agora para análise do Senado. No formato aprovado na Câmara, o trabalhador deverá ter atuado por pelo menos um ano em uma empresa para poder solicitar o seguro-desemprego pela primeira vez. O Planalto queria, inicialmente, que o prazo mínimo fosse de um ano e meio. Antes da edição da MP, o tempo mínimo era de seis meses. Com o fim da análise dos destaques, a matéria será enviada para votação no Senado. Após a votação, a Ordem do Dia da Câmara foi encerrada. Enquanto muitos deputados saíam do plenário, após votar o último pedido de alteração à medida provisória, parlamentares da oposição continuavam a criticar o posicionamento do governo. — Vão para o aeroporto, peguem o avião e peçam perdão ao povo brasileiro — ironizou o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). Já o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), repetiu o gesto da quarta-feira (6) à noite e agradeceu à base aliada pela aprovação do texto como veio da comissão mista. Ele agradeceu inclusive a deputados da oposição que votaram contra a indicação de seus partidos e “a favor do País”, segundo Guimarães. — Não retiramos, não atacamos os direitos dos trabalhadores, mas aperfeiçoamos. Texto-base Os deputados aprovaram ontem o texto-base do senador Paulo Rocha (PT-PA) para a MP 665, que muda as regras de concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador artesanal. Nesta quinta-feira, foram analisados os destaques apresentados.

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