HORA CERTA

domingo, 17 de novembro de 2013

Deixou saudade

Foi embora o meu amor me deixando a solidão Ficou no meu coração pulsando esse amargor Sinto no peito uma dor de espada passando o fio Não sei se alguém já sentiu com tamanha intensidade você não mede a saudade que deixou quando partiu. Meus dias são de desgosto desde a sua despedida O tamanho da ferida no meu lamento é exposto O pranto banha meu rosto e vai descendo sutil desaguando como um rio num mar de infelicidade você não mede a saudade que deixou quando partiu. A saudade quando aflora seu travor dentro de mim é como aquele cupim que a madeira devora e quando ele vai embora por dentro deixa vazio Faz sentir um calafrio sem haver necessidade você não mede a saudade que deixou quando partiu. No meu peito a amargura de não ter você comigo é para mim um castigo Ferida que não sutura Essa dor que me tortura multiplicada por mil é um estado febril sem prazo de validade você não mede a saudade que deixou quando partiu. Saudade devia ser ligeira recordação Ocupar o coração pra não fazê-lo esquecer Mas quando nos faz sofrer é um sentimento hostil que eu não diferencio de uma grande ansiedade você não mede a saudade que deixou quando partiu.

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